Pular para o conteúdo principal

APUR

Nota de Apoio à ADUFS e à Comunidade da UEFS

A direção da APUR vem a público repudiar os ataques promovidos por grupos identificados com forças políticas de extrema direita à ADUFS (Associação de Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana) e a membros da comunidade universitária. Nos últimos dias, uma faixa da ADUFS foi parcialmente arrancada por um grupo armado e os/as companheiros/as da ADUFS vêm sofrendo ameaçadas. Essa escalada de violência teve, na última segunda-feira (17/10), mais um episódio lamentável e perigoso, quando dois homens de maneira agressiva adentraram a secretaria do Gabinete da Reitoria constrangendo servidores/as com gravação de imagem em celular, sob o pretexto de questionar a exibição da faixa produzida pela ADUFS. Esses ataques, além de violentar gravemente os/as colegas, representam uma ofensiva aos princípios democráticos, à liberdade de pensamento e manifestação, à autonomia universitária e à liberdade sindical. É preciso dizer que esses não são fatos isolados, muito pelo contrário, se avolumaram com a ascensão de Bolsonaro ao poder, que desde então vem alimentando o ódio, a intolerância e atacando as universidades públicas. Nós, da direção da APUR, gostaríamos de expressar toda nossa solidariedade aos/às companheiras/os da direção da ADUFS e à comunidade da UEFS. Colocamo-nos à disposição para defender os princípios democráticos e nossas instituições, em tempo que conclamamos toda comunidade a se mobilizar para esse fim. Cruz das Almas – BA, 18 de outubro de 2022. Diretoria da APUR

Professore/as: construtores de mundos possíveis

Nos últimos anos, a cada dia 15 de outubro, nossa categoria parece se encontrar numa situação mais difícil que a do ano anterior, pois os problemas novos se acumulam aos antigos. Assim, entre outros, nosso salário vem sofrendo achatamento que nos remete à década de 90, nosso trabalho vai se precarizando, as universidades e a educação como um todo vêm sendo vítimas de confisco orçamentário pesado, o Brasil vem sendo achacado pela extrema-direita em todas as frentes e o mundo em geral tampouco traz notícias animadoras. Pensando por aí, não haveria motivos para comemoração hoje. Contudo, nosso próprio ofício nos convida ao exercício contínuo de ajudar a enxergar e a construir coletivamente outros mundos possíveis, então, façamos isto. Sim, a pandemia trouxe imensos desafios e perdas, muitas incalculáveis, e nos obrigou a adquirir e a operar tecnologias caras e complexas para mitigar as lacunas criadas pelo trabalho remoto, que, por sua vez, foi colonizando todos os minutos de nossa vida, chegando pelos mais diversos aplicativos, nos horários mais absurdos. Mas enfrentamos esse período inédito na história da universidade com coragem e integridade e não faltam histórias sobre novas formas de ensinar, de incentivar estudantes dentro e fora do âmbito universitário e, com isso, contribuir para que a comunidade universitária atravessasse o período de atividades remotas, para chegar de volta às atividades presenciais e reconstruir a universidade dos escombros de uma pandemia piorada pela política de morte de um governo de extrema-direita. Da mesma forma, se a educação vem sendo foco preferencial dos achacadores fascistas, também foi a ela que promoveu uma das maiores manifestações contra esse governo, mostrando que somos parte importante da luta que impede a proverbial boiada de passar do jeito que quer. Assim, neste dia do/as professore/as, mesmo com “todo emblema, todo problema, todo o sistema”, vamos lembrar e celebrar nosso papel no esforço coletivo de lutar pelo país e para manter a universidade como barreira de contenção da barbárie: pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, para que nossas salas de aula, pesquisas e extensões com a comunidade possam se pautar pela construção do bem comum, a reflexão crítica, a integração com saberes diversos e capazes de produzir os outros mundos mais justos e igualitários. Parabéns a/os professore/as da UFRB!

Chega de cortes: todos contra o golpe em forma de confisco!

As universidades, assim como institutos federais, Capes e outros órgãos se viram vítimas de mais um bloqueio orçamentário perpetrado pelo governo Bolsonaro. Agora, em função do decreto nº 11.216, de 30 de setembro, foram bloqueados 5,8% dos recursos previstos para o ano de 2022, o que, na UFRB, representa uma fatia de R$ 2.093.063,62. Acontecendo neste momento do ano, o corte impede, talvez, de forma irreversível, novos empenhos de despesas discricionárias que geram prejuízos possivelmente irrecuperáveis, mesmo diante da promessa de liberação no mês de dezembro, data que poderá ser excessivamente tardia para a realização de empenhos ainda para este ano fiscal. Este não é o primeiro corte orçamentário deste governo contra as universidades, nem tampouco o primeiro bloqueio com o potencial de se transformar num corte, oficialmente ou na prática. Como informa a reitoria desta universidade, no ano de 2021, já foram realizados cortes de mais de R$11 milhões, equivalentes a 22% dos recursos discricionários, e os impactos são sentidos pela comunidade universitária nos mais diversos níveis. Neste ano, já foram cortados R$ 3,3 milhões, que, somados a este bloqueio, se confirmado, podem chegar a uma perda de R$5,4 milhões numa universidade que já enfrenta seríssimas dificuldades, sobretudo em sua volta ao modelo presencial. Ou seja, este governo já vem asfixiando as universidades em geral e a UFRB em particular há bastante tempo. Nesse quadro, contudo, a metáfora apropriada talvez não seja apenas a da asfixia, mas a do sapo na fervura, que não pula fora da panela porque, como a temperatura d’água sobe aos poucos, não percebe que está aumentando até que seja tarde demais. A universidade pública, que lida com cortes profundos desde o governo Temer, vem sendo aquecida paulatinamente e vem tentando se adaptar a essa realidade. As consequências são visíveis: além do fardo colocado sobre servidores docentes, técnicos e terceirizados, a diminuição das verbas destinadas a auxílios, somada à crise socioeconômica no país, vem dificultando, quando não impedindo a entrada e permanência dos discentes na universidade. Depois de uma pandemia piorada pela política de morte bolsonarista, fica difícil não enxergar que a água está prestes a ferver. Estes cortes, em particular, contudo, acontecendo no momento em que acontecem, precisam ser vistos como mais do que “apenas” um novo ataque à educação. A política de constante bloqueio nas previsões orçamentárias pactuadas, quando acontece no mesmo universo do Teto de Gastos e do Orçamento Secreto, desnuda o esquema de confisco do erário em prol da manutenção da extrema-direita no poder, seja fragilizando os serviços públicos e, por consequência, seu público, seja financiando o Centrão, fiel da balança das forças mais retrógradas deste país. Acontecendo também no cenário do 2º turno, passa a se mostrar como a nova roupa do golpe que Bolsonaro vem anunciando, não no formato temido da insurreição contra a eleição em si – ainda? – mas no terrorismo orçamentário aberto contra os interesses da sociedade para financiar a máquina política anti-democrática que pretende reelegê-lo. O sapo da alegoria morre não porque a água ferve, mas porque perde a capacidade de perceber o momento em que isso vai acontecer e sair antes. Estes cortes são uma drástica subida na temperatura para níveis perigosos demais: a partir daqui, não há retorno. A alegada volta atrás do governo não pode ser vista como solução para o problema que, como apontado acima, vai além destes valores bloqueados ou alegadamente desbloqueados. Este é apenas mais um dos ataques que, num segundo termo deste governo, se recrudescerão até destruir todos os serviços e servidores públicos de todas as áreas e, com eles, o Brasil. É urgente tirar do poder esse conluio de extrema-direita que trabalha disfarçada, mas ativamente para ferver o país. Para tanto, a APUR se une aos estudantes em sua agenda de mobilização e luta, conclamando a comunidade universitária a se juntar à manifestação desta sexta-feira, dia 14 de outubro, em Cruz das Almas, assim como à manifestação nacional do dia 18. As urnas, mas também as ruas têm de dizer um BASTA a Bolsonaro!

APUR CONSEGUE MANUTENÇÃO DA GRATUIDADE DO PLANO ODONTOLÓGICO

Após negociação, a diretoria da APUR conseguiu mais um ano de cortesia do Plano Odontológico para os filiados. Assim que foi informada da possibilidade de dar início à cobrança, a diretoria não mediu esforços para reverter a situação e conseguir mais essa conquista. Além da gratuidade do Plano Odontológico, a diretoria da APUR também está em processo de negociação do reajuste anual, bem como da ampliação da rede conveniada, inclusive sugerindo alguns estabelecimentos de saúde das cidades em que a UFRB está sediada. Vale lembrar que, desde que firmou o convênio com o plano de saúde Seguros Unimed, a APUR vem lutando por benefícios para seus filiados como, por exemplo, reajuste abaixo da planilha da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O filiado que se interessar em aderir ao plano de saúde pode se comunicar com os seguintes contatos: Jane Tel: (71) 99103-9064 E-mail: castrocorretora.seguros@gmail.com

A REITORIA CONVIDA A DIRETORIA DA APUR PARA REUNIÃO

Nesta terça-feira (16), às 14 horas, a diretoria da APUR estará reunida com a reitoria da UFRB e a Assufba para discutir a pauta “Apresentação do Estudo e Avaliação dos Impactos Administrativos, Acadêmicos e Orçamentários da Renomeação do Semestre letivo. Após, a diretoria da APUR estará divulgando a síntese da reunião à toda a categoria docente.