Comunicado – Convite para compor o Comitê Covid-19 da UFRB

Na última quarta-feira, 16 de fevereiro, a diretoria da APUR recebeu ofício da Reitoria da UFRB solicitando a indicação de um/a representante/a dos/as servidores/as docentes para compor o comitê de acompanhamento e enfrentamento à COVID-19 no âmbito da UFRB. O referido comitê foi constituído em meados de março de 2020 para acompanhar e avaliar questões inerentes ao contexto epidemiológico. Foi um órgão criado para assessorar a reitoria, orientando as decisões da Administração Central da UFRB quanto às ações a serem encaminhadas. A diretoria da APUR entende que nossa atuação política na defesa dos direitos e interesses da categoria não depende de nossa participação no comitê de acompanhamento e enfrentamento à COVID-19. Pelo contrário, em certa medida, isto poderia retirar nossa liberdade e autonomia de atuar sobre esse tema. Cabe ainda registrar que ocuparíamos posição minoritária. Por essas razões, a diretoria da APUR decidiu por não aceitar o convite. De qualquer modo, pautaremos essa questão nas reuniões sindicais nos centros para ouvir a categoria e, se for o caso, rever nossa posição inicial. Informamos ainda que solicitamos à reitoria que nos encaminhe os relatos das reuniões com as orientações e sugestões emitidas pelo Comitê de Acompanhamento e Enfretamento à COVID-19, para que possamos acompanhar e discutir com nossa base as ações necessárias para garantir as condições de trabalho dos/as docentes e a segurança da nossa comunidade. Por fim, reconhecemos o trabalho desenvolvido pelos colegas do comitê durante a pandemia e nos colocamos à disposição para discutir, sempre que necessário. Saudações Sindicais Diretoria da APUR Quem tem sindicato nunca está só!
NOTA DE PESAR

A direção da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) vem a público manifestar suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos do professor Joelito de Oliveira Rezende, que nos deixou na noite desta quarta-feira (16). Na sua trajetória em nossa universidade, o professor Joelito sempre se mostrou apaixonado pela docência e extremamente comprometido com o trabalho. Contribuiu com a formação de inúmeros profissionais em nossa região, desenvolveu pesquisas de destaques, se tornando referência em sua área, além de colaborar com a pós-graduação. O professor Joelito foi um dos grandes entusiastas da criação da UFRB. Seu legado de mais de 48 anos na nossa universidade, sendo 38 anos como docente, certamente é incalculável. Joelito também contribuiu na construção do nosso sindicato. Esteve presente nas fileiras da APUR desde seu início. Em 2013, prestamos homenagem em razão de sua aposentadoria. Sua partida significa uma triste perda para todos nós. Joelito de Oliveira Rezende, Presente!
A APUR estará realizando atendimento jurídico (virtual) aos seus filiados/as, na próxima quarta-feira (16/02).

Caros/as colegas, A APUR estará realizando atendimento jurídico (virtual) aos seus filiados/as, na próxima quarta-feira (16/02). O agendamento deverá ser feito através do whatsApp 75-99264-5495, ou do e-mail apurjuridico@gmail.com.
Assembleia da APUR decide pela construção da mobilização em torno da campanha salarial 2022

Em assembleia da APUR, realizada nesta terça-feira (8), os/as docentes da UFRB travaram importantes discussões sobre pontos que têm sido caros não só à categoria docente, mas também ao conjunto de servidores públicos do país e à sociedade de maneira geral, como, por exemplo, a campanha pelo reajuste salarial e o retorno presencial das atividades acadêmicas. Apesar do assunto ter sido colocado em pauta pelas entidades sindicais no início do ano, a questão do reajuste salarial é uma pauta acumulada da categoria docente, que vem sofrendo com a falta de correções nos últimos cinco anos. Para ajudar na discussão do tema, a APUR convidou o economista Alberto Handfas, da UNIFESP, para fazer uma intervenção na assembleia. Alberto Handfas começou a intervenção afirmando que o salário dos/as docentes está defasado por conta da inflação, sendo que o último reajuste foi em 2015, ou seja, há sete anos, e que não houve nenhum acordo depois disso, já que os governos se recusaram a negociar. Só no governo Bolsonaro, as perdas no salário docente chegam a 20%. Para além da falta de reajuste no salário da categoria, os ataques do governo à educação também se refletem na falta de investimentos e nos constantes cortes nos orçamentos destinados às universidades públicas. Como bem frisou o economista Alberto, as universidades continuam com gastos, o número de alunos continua aumentando, mas o orçamento, pelo contrário, só vem diminuindo a cada ano. Exatamente por todos esses ataques à educação e a alguns setores dos serviços públicos, o que comprova que o problema é sim político, já que algumas categorias conseguiram ajuste salarial, a exemplo dos militares, o economista defendeu a necessidade da unificação da luta pelo reajuste salarial já. Ele explicou que não existe exatamente um índice ideal, que vai depender da força que a categoria tem para reivindicar, mas que as centrais e movimentos sindicais estão pedindo um reajuste emergencial unificado da inflação do governo Bolsonaro (2019, 2020 e 2021) de 19,99%. Entendendo que a campanha pelo reajuste salarial já não é apenas justa, mas também urgente, a direção da APUR se junta às centrais e movimentos sindicais na luta, defendendo a ampla unidade entre as categorias, e apresentou os seguintes encaminhamentos à assembleia, que foram aprovados por unanimidade: construir a mobilização da campanha salarial na UFRB, produzindo materiais e realizando atividades, dentre elas, atuar na realização de uma live no dia 25/02 em conjunto com outras entidades; aprovar índice de recomposição inflacionária emergencial de 19,99%; aprovar a agenda de lutas do FONASEFE, integrando a APUR às atividades, inclusive à paralisação nacional dos servidores públicos federais dia 09/03 e realizar reuniões sindicais nos centros de 14 a 25 de fevereiro. Desde que o possível retorno presencial das atividades acadêmicas na UFRB foi colocado em pauta, a direção da APUR tem levado a discussão para reuniões e assembleias, e não foi diferente nesta terça-feira. A direção, mais uma vez, reiterou a posição de defesa do ensino presencial por entender que ele é capaz de garantir uma boa formação aos estudantes, mas que também é necessário que as condições de trabalho condizentes com o momento de pandemia sejam garantidas. Algumas falas mostraram preocupação com o retorno previsto para meados de abril, tanto por conta das situações diversas que cada centro de ensino apresenta, com as dificuldades de adequação às normas sanitárias, quanto pela situação dos discentes, que são oriundos de diversos lugares do país, e que precisam se preparar para retornar às cidades em que a UFRB está inserida. De forma geral, as falas indicaram que há um entendimento das dificuldades que esse retorno presencial vai gerar, mas que sua construção é necessária e, por isso, tem que ser feito por etapas, respeitando e atendendo as particularidades e necessidades de cada centro. Para cobrar o cumprimento do protocolo de biossegurança e reivindicar as condições de trabalho necessárias, a APUR já vem discutindo com a administração central, direções de centros e com a base da categoria, tendo aprovado em assembleia hoje os seguintes encaminhamentos: realizar reuniões de centros para levantar demandas e ouvir a categoria; acompanhar e exigir o respeito ao protocolo de biossegurança; cobrar a reitoria respostas às reivindicações da categoria; apoiar as reivindicações dos colegiados que estejam de acordo com as reivindicações e interesses da categoria e discussão de dispositivo para um possível recuo observando a estrutura e os dados epidemiológicos locais, se necessário. Além desse importante debate, a assembleia ainda fez valer seu poder de decisão em duas votações de grande relevância para a categoria docente no âmbito nacional e local. Os presentes escolheram os professores José Arlen Beltrão, Givanildo Oliveira, David Teixeira e Juliano Campos como delegados e a professora Renata Gomes como observadora e suplente de delegado para o 40º Congresso do ANDES-SN. A segunda votação foi para escolher o Conselho Fiscal da APUR, que vai ficar responsável por avaliar as contas da associação de 2020 e 2021. A assembleia aprovou os nomes de Cristina Souza Paraíso (CFP), Deisy Vital dos Santos (CCS) e Gabriel da Costa Ávila (CAHL) como titulares e Albany Mendonça Silva (CAHL), Emmanuelle Félix dos Santos (CFP) e Sérgio Schwarz da Rocha (CCAAB) como suplentes.
REAJUSTE SALARIAL JÁ! 28% de defasagem, não aguentamos mais

Os/as docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) estão observando seus salários serem corroídos pela inflação desde 2015, quando ocorrera o último acordo de reposição inflacionária parcial. Nessa oportunidade, conquistamos reajuste de reposição de perdas inflacionárias que foi implementado em duas parcelas (janeiro de 2016 e de 2017), que totalizaram 10,8% de aumento linear (igual a todos os segmentos) sobre o salário de março de 2015. Além dessa reposição, a luta empreendida durante a greve de 2015 obteve reajuste pela reestruturação da carreira. A despeito das críticas que podemos fazer em relação às distorções promovidas por essa reestruturação, não se pode negar que ocorreu suplementação salarial para a maioria dos/as docentes. Desde o golpe de 2016, os Governos Temer e Bolsonaro não concederam aumento salarial e nem sinalizaram disposição em negociar com a categoria. Com isso, mantiveram nossos salários nominais brutos congelados, chegando mesmo a reduzi-los em termos líquidos com o aumento da alíquota previdenciária resultante da reforma da previdência. Por outro lado, a inflação acumulada entre a última parcela do reajuste inflacionário que tivemos, em janeiro de 2017, e hoje foi de quase 28%, mais de um quarto dos nossos salários. Mais de 14 governos estaduais já anunciaram que realizarão reajustes salariais, e Bolsonaro prometeu aumento, mas apenas aos policiais – levando o conjunto dos Servidores Públicos Federais a iniciarem, já no começo de janeiro, um forte movimento de pressão (incluindo a possibilidade de paralisações e greve) exigindo isonomia. O Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) realizou plenária nacional com os/as servidores/as federais na última semana, onde deliberou por um calendário de lutas. Ademais, o Fonasefe está levantando a bandeira de 19,99% de recomposição salarial já, que é a inflação durante o governo Bolsonaro. Entendemos que, nesse momento, devemos construir a mais ampla unidade com os/as demais servidores/as federais em torno de um índice que unifique, nos juntando às demais categorias que integram o Fonasefe, na linha reivindicatória de “recomposição inflacionária emergencial”, permitindo, em seguida, cobrarmos as demais perdas que tivemos. A diretoria da APUR convocou toda a categoria para participar da nossa assembleia na próxima terça-feira, dia 08/02, às 9h30min. Para contribuir com esse debate, apresentando dados e apontando as possibilidades de inclusão desta reivindicação no orçamento da união. A diretoria convidou também Alberto Handfas, professor de economia da Universidade Federal de São Paulo e diretor da ADUNIFESP. Contamos com a sua presença! Mais informações: http://renovaandes.org/campanha-salarial-nas-ifes-reposicao-das-perdas-inflacionarias-ja/ https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/plenaria-nacional-de-sPFs-fortalece-mobilizacao-e-indicativo-de-greve1 https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/plenaria-nacional-de-sPFs-fortalece-mobilizacao-e-indicativo-de-greve1 https://sintrajufe.org.br/ultimas-noticias-detalhe/viavel-e-legal-garante-consultor-legislativo-ao-falar-sobre-reposicao-das-perdas-salariais-dos-servidores/