Pular para o conteúdo principal

APUR

APUR PARTICIPA DE ATOS PELO FORA BOLSONARO EM CIDADES DO RECÔNCAVO

No último sábado (2), o Brasil foi palco de inúmeros atos pelo Fora Bolsonaro. Segundo dados das centrais sindicais, os atos ocorreram em todas as capitais do país e em mais de 300 outras cidades do país e do exterior. Obviamente, as cidades do Recôncavo em que a UFRB está presente não ficaram de fora da luta. Com apoio da APUR, partidos políticos e movimentos sociais, cidades como Amargosa, Santo Antonio de Jesus, Cruz das Almas e Cachoeira também tiveram atos pelo Fora Bolsonaro e contra a Reforma Administrativa. A professora Clara Lima, representante sindical docente no CFP, explicou que, em Amargosa, docentes participaram do ato convocado por um conjunto de organizações da região – APLB Sindicato, Sindicato dos Comerciários de Amargosa (SINTRACAM), Partido dos Trabalhadores (PT) de municípios da região, Diálogo e Ação Petista (DAP), Coletivo de Mulheres Luíza Mahin e Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Além de seguir o mote nacional do Fora Bolsonaro, o ato teve outras pautas como o fim da fome e carestia, do desemprego, contra os altos preços do gás de cozinha, combustível e alimentos, defesa de um auxílio emergencial justo para as famílias trabalhadoras durante a pandemia, e dos direitos das mulheres, que majoritariamente são chefes de família e estão lidando diariamente com os altos preços dos alimentos, precarização do trabalho e desemprego em meio à pandemia. Segundo a professora Clara, no ato, a APUR defendeu o cancelamento da PEC 32, “que representa o desmonte dos serviços públicos, a exemplo do fim do SUS, da educação pública e das universidades, e a recomposição do orçamento da UFRB, que só pode cumprir o seu papel no interior da Bahia se ofertar com qualidade atividades de ensino, pesquisa e extensão para toda a população da região”, complementou a professora. Na avaliação da representante sindical do CFP, o ato foi um dos maiores da região e deixou como tarefa o fortalecimento da articulação entre os movimentos sociais, organizações e partidos políticos “contra o governo Bolsonaro e sua política de morte, que já soma mais de 600 mil mortes por COVID-19, 14,8 milhões de desempregadas/os e um conjunto de retrocessos nos direitos, que precisam ser combatidos coletivamente e nas ruas.”. Em Santo Antônio de Jesus, foi realizado um ato de panfletagem e conversa com a população na Praça do Andaiá, em apoio ao Dia Nacional de Luta pela democracia, contra a Reforma Administrativa (PEC-32), em defesa dos serviços públicos e contra o atual desgoverno no Brasil. Diversos grupos sociais estiveram presentes. Representando a APUR no ato, a professora Djenane Brasil colocou que o que se viu foi uma elevada aceitação da população, “ansiosa por saber formas de se engajar na luta e saudosa das gestões de Lula e Dilma, onde diziam “a gente tinha o que comer”. O tom geral foi apoio ao ato pelos transeuntes e o nome do ex-presidente Lula era com frequência evocado, na expectativa de um futuro melhor”, acrescentou a professora. Ainda em sua opinião, o ato foi um ótimo termômetro das expectativas do povo brasileiro. “Esperamos que esse povo seja ouvido pelo Congresso e Senado barrando a Reforma Administrativa e encaminhando um, ou alguns, do pedidos de impedimento já protocolados. Na nossa terra se diz: “Quem não deve, não teme”,” finalizou a Djenane Brasil. Como nas demais cidades, em Cruz das Almas, a APUR se juntou a outros sindicatos e movimentos sociais da região para ir até a população que, na visão da professora Leila Longo, diretora da APUR, é “a mais atingida de forma mais contundente por uma política de valorização do grande capital, que fecha os olhos para as necessidades mais básicas de um povo cada vez mais empobrecido”. A professora ainda descreve esta política como a que distancia a cada dia a população de uma alimentação digna, do cuidado à saúde e do acesso à educação. “Ouvimos o povo, as suas perdas decorrentes da COVID-19, as suas dores e seus medos. Levamos informações sobre a situação atual política e econômica e as consequências ainda mais desastrosas de uma aprovação desta reforma administrativa (PEC 32) que tramita no governo. Procuramos acender a força de cada trabalhador, em meio a tanta tristeza, na conscientização de que só o povo tem o poder de mudar esse cenário político que se instalou como uma nuvem negra sobre o país, por meio da sua mobilização, da sua voz nas ruas, exigindo o seu reconhecimento e o acesso aos seus direitos fundamentais como cidadão”, foi o resumo que a professora Leila fez sobre o ato do dia 2 de outubro. A mobilização em Cachoeira começou antes do dia 2, com a ida do professor Jorge Cardoso Filho, representante sindical do CAHL, à rádio Paraguassu para falar sobre a Reforma Administrativa. Depois dessa intervenção na rádio, o movimento ganhou a adesão de alguns partidos políticos da cidade, sobretudo do PT e do PCdoB. O professor Jorge explicou que um carro de som rodou pela cidade com a gravação contra a Reforma Administrativa e pelo Fora Bolsonaro. “Ficamos na câmara de vereadores, que é a praça de símbolo da independência do Brasil na Bahia, e a gente acha que era importante fazer. Na minha avaliação, a gente fez mais uma construção para qualificar as atuações nas próximas manifestações, foi importante para aproximar desses movimentos sociais daqui da região, e a gente segue na luta agora para derrubar essa Reforma Administrativa e derrubar esse governo”, pontuou o professor Jorge. GALERIA DE FOTOS AMARGOSA CACHOEIRA CRUZ DAS ALMAS SANTO ANTONIO DE JESUS

EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
RETIRA A REFORMA JÁ! Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Feira de Santana

Na manhã desta sexta-feira (1), a APUR, representada pelo professor José Arlen Beltrão, compôs a mesa de Audiência Pública da Câmara Municipal de Feira de Santana, que discutiu os Impactos da Reforma Administrativa para os servidores e serviços públicos. Em sua fala, o representante da APUR começou afirmando que o que estamos enfrentando hoje é o mais brutal ataque aos servidores públicos e aos seus direitos, e que o propósito seria, no fundo, destruir os serviços públicos. “Para destruir os serviços públicos, é necessário acabar com o servidor público. Não é possível oferecer um serviço público de interesse público sem o servidor público”, explicou José Arlen. O professor citou a educação e a saúde como exemplos de serviços públicos que serão afetados com a reforma. Em sua visão, uma educação de qualidade passa por estabilidade, que permite autonomia pedagógica e liberdade de cátedra, por sua vez, uma saúde de qualidade, que cuide efetivamente do povo, passa por condições de trabalho, por carreira, por autonomia; pontos que serão drasticamente atingidos pela PEC 32. A grande verdade, pontuou o professor, é que querem privatizar os serviços públicos, passar as verbas dos serviços públicos para a iniciativa privada, deixar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. “Nunca a população brasileira precisou tanto dos serviços públicos. São 14 milhões de desempregados, 30 milhões de desalentados, o povo voltou a passar fome. Aqueles que defendem a reforma administrativa são os mesmos que defenderam e aprovaram a reforma trabalhista, a reforma da previdência e a PEC dos gastos”, afirmou José Arlen. Para o presidente da APUR, querem sucatear para acabar com o serviço público e aumentar o sofrimento do povo brasileiro, mas que não podemos deixar. O professor ainda faz um alerta, ao lembrar que, caso a reforma seja aprovada, dará prerrogativa ao chefe do executivo (presidente, governadores) de transformar ou extinguir as autarquias que, nesse caso, são as universidades públicas. “A UFRB, que é uma conquista do povo do Recôncavo, do povo de Feira de Santana, do povo da Bahia, assim como as demais universidades públicas, ficam sob risco”, alertou o professor. Por fim, o professor José Arlen falou da tarefa que é a luta contra a reforma administrativa. Elencou a necessidade de cobrar a cada parlamentar e cada liderança dos munícipios uma posição, porque, em sua visão, o que está em jogo é a defesa do serviço público ou a destruição do serviço público. Nesse momento, o que é mais importante é ampliarmos a mobilização, criarmos uma frente ampla que coloque o fim nesse governo, e dentre essas inciativas imediatas, amanhã, dia 2 de outubro, é a mais importante, ocuparmos as ruas, darmos um recado forte a esses parlamentares, para que derrotemos essa reforma, coloquemos fim nessa PEC 32 e também no governo Bolsonaro, porque ninguém aguenta mais. FORA BOLSONAEO E SEUS GENERAIS!”, finalizou o representante da APUR. Agenda de atividades do FORA BOLSONARO, nesse 2 de outubro: Amargosa: caminhada com carro de som e panfletagem pelas ruas da cidade, com concentração na Praça dos Correios às 9 horas; Santo Antonio de Jesus: Panfletagem pelo Fora Bolsonaro no bairro Andaiá, das 8 às 10 horas; Cruz das Almas: Panfletagem na feira livre, com concentração às 8h30min em frente à prefeitura; Cachoeira: Concentração na praça 25 de junho, às 9 horas, e saída pelas ruas da cidade a partir das 10 horas, indo em direção à UFRB; Feira de Santana: Ato público às 9 horas, na praça José Falcão; Salvador: Concentração às 10 horas, no Campo Grande.

TODAS E TODOS PELO FORA BOLSONARO NO 2 DE OUTUBRO

Companheiros e companheiras, O governo Bolsonaro vem encontrando resistência para aprovar a PEC 32. Na comissão especial, ele teve que realizar uma manobra e substituir quase uma dezena de deputados e só assim foi possível passar pela comissão. O presidente da câmara, Arthur Lira (PP), sabe que ainda não tem os 308 votos necessários para a aprovação, muito por conta da mobilização popular e sindical que vem interpelando os deputados, inclusive com a consigna de que QUEM VOTAR, NÃO VOLTA! Nesse momento, o central da luta gira em torno da derrota da Reforma Administrativa. Portanto, a diretoria da APUR vem envidando esforços, seja nas campanhas nas redes sociais, mas principalmente na organização de atos e mobilização tanto da categoria quanto da população. No próximo dia 2 de outubro, teremos atos por todo o Brasil. Na região, estaremos integrando os seguintes atos: Amargosa: caminhada com carro de som e panfletagem pelas ruas da cidade, com concentração na Praça dos Correios às 9 horas; Santo Antonio de Jesus: Panfletagem pelo Fora Bolsonaro no bairro Andaiá, das 8 às 10 horas; Cruz das Almas: Panfletagem na feira livre, com concentração às 8h30min em frente à prefeitura; Cachoeira: Concentração na praça 25 de junho, às 9 horas, e saída pelas ruas da cidade a partir das 10 horas, indo em direção à UFRB; Feira de Santana: Ato público às 9 horas, na praça José Falcão; Salvador: Concentração às 10 horas, no Campo Grande.

ASSEMBLEIA GERAL DA APUR APROVA PARTICIPAÇÃO NAS MOBILIZAÇÕES PELO FORA BOLSONARO E CONTRA A PEC 32

Em assembleia geral da APUR nessa quarta-feira (29), docentes da UFRB debateram, principalmente, sobre a importância da luta contra a Reforma Administrativa (PEC 32) e o levantamento das demandas locais, para construção de uma pauta a ser discutida e negociada com a reitoria. Apesar de estar sendo uma luta com altos e baixos, num contexto de pandemia e aprofundamento da crise econômica e social, o fato é que a classe trabalhadora vem ocupando as ruas, tem feito atos e mobilizações de resistência para tentar barrar a Reforma Administrativa e derrubar o governo Bolsonaro e seus generais. Entretanto, o grau de mobilização ainda tem sido insuficiente, por isso a necessidade de intensificar nossas ações e envolver o máximo de pessoas possíveis. Diante disso, as falas apontaram a urgência em se ampliar os esforços, mobilizando não apenas os servidores públicos, mas também a população como um todo. Por essa necessidade de conseguir a atenção da população, foi discutido que é preciso refletir as estratégias, para que a luta não seja apenas dos servidores públicos, mas também do povo brasileiro, a parte que será mais afetada com a PEC 32, já que ela visa precarizar ainda mais os serviços públicos, serviços esses que atendem os mais necessitados. Essa preocupação com a conscientização da população se dá porque a pauta da reforma tem aparecido na mídia de uma maneira deformada, que não reflete de fato o perigo que é para a manutenção dos serviços públicos. Nesse sentido, os presentes entendem que há uma necessidade de dizer à população o que de fato é o serviço público e sua importância, e que sua precariedade não se dá por culpa dos servidores, mas sim pela restrição de recursos e investimentos por parte do governo. Com toda essa demanda em fortalecer a luta urgente contra a PEC 32, entendeu-se a necessidade de colocar toda a força nos atos do dia 2 de outubro, contra o governo Bolsonaro e a Reforma Administrativa. A assembleia ainda aprovou alguns encaminhamentos: formulação de uma campanha em defesa dos serviços públicos e pela retirada da reforma já; construir atos pelo Fora Bolsonaro e contra a PEC 32; dar continuidade às campanhas nas redes sociais; solicitar audiências públicas nas câmaras municipais da região; enviar representantes para Brasília e integrar as mobilizações em Salvador. Ciente de que o contexto local afeta a categoria docente e suas condições de trabalho, a APUR realizou reuniões sindicais nos centros de ensino da UFRB, e dessas reuniões construiu uma pauta local a ser levada a uma mesa de negociação com a reitoria. Após apresentação dos pontos levantados nas reuniões, acréscimos e discussão, os presentes aprovaram a pauta local. Agora, a direção da APUR vai construir uma data para uma reunião e solicitar à reitoria a abertura da mesa de negociação. A assembleia ainda aprovou os nomes daqueles que vão representar a APUR no 13º CONAD Extraordinário do ANDES-SN. Por unanimidade, foram aprovados os nomes da professora Leila de Lourdes Longo como delegada e do professor José Arlen Beltrão de Matos como ouvinte e suplente de delegada. O 13º CONAD vai ocorrer nos dias 15 e 16 de outubro e terá como principal discussão a realização do próximo congresso.

ASSEMBLEIA GERAL APUR – 29/09

Entrar na reunião Zoom https://us02web.zoom.us/j/81577297293?pwd=T2hzcG52RkFtWXpTZEhNNlZPcXF0dz09 ID da reunião: 815 7729 7293 Senha de acesso: 271025