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APUR reforça campanha salarial e recomposição orçamentária da UFRB durante cerimônia de posse dos novos servidores/as

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participou da cerimônia de posse dos/as novos/as servidores/as técnicos e docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na última quinta-feira, 7, em Cruz das Almas. O evento ocorreu no Auditório da Biblioteca e contou com a presença do presidente da seção sindical, prof. Arlen Beltrão, que compôs a mesa de cerimônia. A posse de novos/as servidores/as sempre é a concretização de uma pauta histórica da APUR, que luta permanentemente pela a realização de mais concursos públicos e distribuição de vagas para a nossa universidade. De acordo com o presidente da APUR, Arlen Beltrão, durante discurso, a chegada de novos/as servidores/as também representa uma vitória para a comunidade universitária e ajudará na luta por melhores condições de trabalho. “A consolidação dessa universidade depende de cada um de nós e a chegada de vocês favorece a realização deste projeto que vem transformando vidas. A APUR está feliz porque a realização de concurso público e a ampliação de vagas para a UFRB é uma pauta histórica do nosso sindicato. Comemoramos e damos boas-vindas, mas temos que falar que infelizmente nossos salários estão defasados, corroídos pela inflação. A nossa universidade tem uma previsão orçamentária em 2024 menos que a de 2023. Se visualiza um período desafiador. Mas hoje contamos com vocês, por isso somos mais fortes. Não tenho dúvidas que os novos colegas estarão empenhados na luta pelo reajuste salarial e pela recomposição do orçamento da UFRB”, disse. Boas-vindas e orientações Ainda durante a cerimônia de posse, a APUR distribuiu cartilhas de boas-vindas e orientações aos/às novos/as docentes. O material conta com um resumo sobre a história da UFRB, do sindicato e como funcionam o estágio probatório, a carreira e a aposentadoria. A cartilha é a concretização de uma das pautas prometidas pela atual diretoria. Segundo o professor Márcio Nunes da Silva, que é um dos docentes empossados, a ação de distribuição das cartilhas é necessária porque acolhe os novos servidores/as e orienta sobre a carreira. “Eu estava há 10 anos no setor privado, então, confesso que tenho pouco conhecimento sobre as questões relacionadas à carreira. Fiquei muito interessado quando eu peguei a cartilha e vi os tópicos de estágio probatório e carreira docente no setor público. Já estou curioso para participar das reuniões sindicais”, concluiu. Assembleia Geral da APUR No próximo dia 26 de março, às 9 horas, no CETENS, será realizada a assembleia geral da APUR para discutir, dentre outras pautas, a questão da campanha salarial e a construção da greve. A Diretoria da APUR reforça o convite e espera contar com a participação da categoria.

APUR realiza II Encontro de Professoras em Cruz das Almas

Evento marca dia Internacional das Mulheres A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou na última sexta-feira, 8, o II Encontro de Professoras da APUR, no auditório do PPGCI, em Cruz das Almas. O encontro teve como tema “A Construção da Igualdade de Gênero no Trabalho Docente” e contou com uma mesa redonda formada por professoras da universidade e a construção de Grupos de Trabalho (GTs) referentes ao tema do evento. De acordo com a vice-presidenta da APUR, Leila Longo, o II Encontro de Professoras aborda temas sensíveis, necessários e demonstra a responsabilidade que a seção sindical tem. “Estamos aqui, nessa força do trabalho coletivo, que é o fundamento da atuação sindical. O intuito é de abrir e criar essas oportunidades, de se pensar na nossa atuação em diferentes frentes, e é isso que estamos fazendo aqui. Trabalhando efetivamente de uma forma organizada o suficiente para a instituição entender o tamanho da responsabilidade que ela tem. Então, o nosso papel é pensar, criar soluções, e não falar apenas dos problemas. Quem vive, de fato, essas questões são as mulheres. Essa é a nossa proposta, importantíssima… uma chamada geral com a comunidade acadêmica, envolvendo filiados e não filiados, mas numa tentativa de sensibilizar, também, as pessoas para a necessidade de estar filiado e participar na construção desse coletivo”, disse. Já a professora Sarah Carneiro, convidada para participar da mesa redonda, enfatizou que o evento traz luz às dificuldades e o machismo enfrentados pelas mulheres no âmbito acadêmico. “Agradeço à APUR por este momento porque aqui falamos com mulheres e sobre mulheres. Porque somos pesquisadoras, mães, estudiosas e intelectuais em um espaço que a gente sabe que tem muito pouco para nós. Isso revela o quanto nós, mulheres, somos esquecidas no ambiente universitário, inclusive por nós mesmas. Porque eu acho que a gente entra num pensamento de que a universidade é um lugar que não cabe certas experiências porque são piegas. E normalmente, no senso comum, estas experiências estão associadas ao feminino. Muitas vezes, temos quase que esconder quem somos para estar nesse lugar que é típico do lugar de excelência”. Mesa redonda e Grupos de Trabalho O evento foi aberto com a leitura de poemas pela Profa Sarah Roberta de Oliveira Carneiro A mesa redonda teve como fala de abertura a trajetória da Profa Maria Amélia de Pinho Barbosa Hohlenwerger, atual diretora do CETEC, relatando seus desafios na carreira, especialmente em uma área prioritariamente masculina. Participaram ainda da mesa redonda as professoras Leila Longo, Priscilla Leonnor Alencar Ferreira, Paloma de Sousa Pinho Freitas, Clara Lima de Oliveira, Sarah Roberta de Oliveira Carneiro e Renata Correia Lima Ferreira Gomes, apresentando os Grupos de Trabalho que irão tratar sobre temas, conforme apresentado abaixo: • “Inclusão no trabalho docente”, Priscilla Leonnor Alencar Ferreira;• “Saúde no trabalho docente”, Deisy Vital dos Santos e Paloma de Sousa Pinho Freitas• “Maternidade no trabalho docente”, Clara Lima de Oliveira• “Assédios e preconceitos no trabalho docente”, Sarah Roberta de Oliveira Carneiro e Renata Correia Lima Ferreira Gomes• “Solteirice no trabalho docente” – Leila Longo e Renata Correia Lima Ferreira Gomes As ações previstas para cada GT passam pelas seguintes propostas:1 – ações de esclarecimentos sobre o que configura assédio ou agente agressor – tratar sobre implementação de oficinas de capacitação, material didático (vídeos informativos, cartilhas, etc); envolvendo profissionais da área de psicologia, psiquiatria, neurolinguística;2 – ações de acolhimento das vítimas, identificando as agressões de diferentes naturezas, por meio de encontros presenciais (momentos de fala e escuta), oficinas, outras ferramentas possíveis;3 – ações de abordagem do agressor (de forma anônima, como uma ação ampliada, dentro do contexto de esclarecimento), possibilitando a identificação de ações agressivas e propostas de ferramentas de mudança de atitudes;4 – identificação das áreas de formação necessária e mobilização de profissionais, como psicólogos, psiquiatras, neuro linguistas, advogados, que possam atuar como uma comissão de apoio, orientando essas ações. A partir dessas ações, teremos, enquanto sindicato, constituído grupos de apoio profissional, que nos permitirá efetivamente acolher e conduzir as questões que se apresentarem.

Proposta da APUR sobre pagamento de Funções Comissionadas aos Coordenadores é aprovada no 42° Congresso do ANDES

A Associação de Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participou ativamente do 42° Congresso do ANDES, que ocorreu entre os dias 26 de fevereiro a 1° de março, em Fortaleza, no Ceará. O encontro reuniu delegados das seções sindicais de todo o Brasil que compõem o ANDES-SN e teve como intuito formar Grupos de Trabalho (GTs) para discussão dos Textos de Resoluções (TRs) das entidades. Na ocasião, além de contribuir nas discussões, a APUR teve o TR sobre pagamentos de Funções Comissionadas de Coordenação (FCCs) aprovado. A delegação da APUR que viajou para o congresso foi composta dos delegados (as) professora Emannuelle Félix (CFP), Talita Lopes Honorato (CCAAB), Juliano Campos (CETEC), David Romão Teixeira (CCAAB), e como suplente/observadora a professora Renata Correia Gomes (CECULT).A discussão central do 42° Congresso do ANDES foi a reversão das contrarreformas, em defesa da educação, dos serviços públicos, das liberdades democráticas e dos direitos sociais. Para isso, os delegados enviados pelas seções de todo o Brasil organizaram-se em GTs e discutiram os Textos de Resoluções de cada seção ou de sindicalizados. Função Gratificada O TR proposto pela APUR foi aprovado pelo ANDES. O texto trata sobre a solicitação de pagamento das Funções Comissionadas de Coordenação (FCC) dos coordenadores de curso. Agora, o ANDES-SN considera como prioritário o pedido e exigirá do Ministério da Educação a distribuição das FCCs faltantes a todas as instituições federais de ensino superior. Outras pautas O 42° Congresso do ANDES também discutiu outras pautas importantes aos docentes, como um Texto de Resolução sobre a construção da greve devido à proposta de reajuste salarial de 0% apresentado pelo governo federal; o TR sobre a reestruturação da carreira, com o objetivo de alcançar a carreira única; um manifesto de apoio ao povo palestino; a construção da memória da Ditadura Militar brasileira; a construção de um grupo de apoio aos professores negros; e as ausências do ANDES na discussão do Plano Nacional de Educação e no Congresso Nacional de Educação. De acordo com a delegada Emmanuelle Félix, a participação da APUR no 42° Congresso do ANDES evidencia a luta pela democracia e o compromisso com a educação pública de qualidade. “Consideramos muito importante a nossa participação no 42° Congresso do Andes para fortalecer a luta por um sindicato democrático, onde os Textos de Resolução, que representam as seções sindicais e seus contextos educacionais e políticos, foram debatidos e fortalecem a luta por uma educação justa e de qualidade”.

Filiados da APUR discutem Campanha Salarial e elegem delegação para o 42° Congresso do ANDES

Reunião marca retomada da itinerância das assembleias sindicais na UFRB. A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou uma assembleia geral na última quarta-feira, 13, no Centro de Formação de Professores (CFP/Amargosa). O encontro, que reuniu a diretoria sindical e os filiados, marcou a retomada da itinerância das assembleias nos campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Foram discutidos assuntos referentes à Campanha Salarial de 2024, o 42° Congresso do ANDES, à conjuntura política nacional, bem como um balanço financeiro e das atividades desenvolvidas pela APUR em 2023. A retomada das assembleias itinerantes da APUR pelos campi da UFRB faz parte de um esforço da diretoria do sindicato para estar mais próximo da base e criar estratégias de mobilização. Além disso, há, também, o intuito de integrar os campi, fazendo com que os filiados tenham conhecimento dos diferentes espaços que compõem nossa universidade.  Veja abaixo o que foi discutido: Conquistas e descontentamento A diretoria da APUR informou o deferimento do pedido de tutela provisória da suspensão dos descontos relativos ao auxílio pré-escolar. De acordo com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), a partir do próximo contracheque não haverá mais descontos para os filiados e filiadas da APUR. Também foi divulgada a reunião entre a APUR e a gestão da UFRB ocorrida nesta quarta-feira, 20, para tratar da pauta docente encaminhada durante o período de consulta universitária para o cargo de reitor(a). Sobre essa questão, os filiados manifestaram descontentamento porque, em decisão inédita, os atuais reitora e vice-reitor não responderam a pauta da categoria durante o processo de consulta.  Outro motivo de descontentamento foi o fato da reitoria ter descumprido o acordo em retomar a mesa de negociação até o segundo mês da gestão. A retomada ocorreu apenas após endereçamento de ofício cobrando a realização do encontro.  Conjuntura política e campanha salarial A conjuntura política brasileira e as implicações no serviço público também foram tema de debates. Na avaliação da assembleia, foi importante a derrota do governo Bolsonaro na eleição presidencial, que vinha impondo ataques e uma pauta regressiva aos serviços públicos, ao povo brasileiro e aos servidores federais. A mudança de poder proporcionou o reajuste salarial de 9% neste ano.  No entanto, reconhecemos que o governo federal vem adiando decisões e não apresenta propostas de recomposição salarial justas.  Aliado a isto, reconhecemos que a mobilização da categoria foi insuficiente e não pressionou devidamente o governo. Outro fator de atenção, é a ampliação dos poderes do parlamento brasileiro em relação ao orçamento. Isso abre brechas para ameaças ao serviço público, como a possível votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 ou Reforma Administrativa.  Neste sentido, foi unânime o entendimento de que em 2024 é necessário ampliarmos a mobilização e intensificarmos a campanha salarial.  42° Congresso do ANDES Ainda durante a assembleia, discutimos as principais bandeiras que a delegação da APUR deverá defender durante o 42° Congresso do ANDES, a ser realizado no próximo dia 26 de fevereiro, em Fortaleza.  Foi apontada a necessidade do ANDES de participar ativamente do Fórum Nacional Popular de Educação, bem como a importância do ANDES construir um plano de lutas que tenha como eixo central a campanha salarial e a recomposição do orçamento das universidades, privilegiando a mobilização pela base. A diretoria da APUR apresentou um texto de resolução, que vai encaminhar ao congresso do ANDES, referente ao pagamento da Função Comissionada de Coordenação (FCC), que foi aprovado por unanimidade, apontando como prioridade do ANDES. O objetivo é exigir que o Ministério da Educação (MEC) volte a distribuir as FCCs faltantes a todas as instituições federais de ensino superior. A delegação da APUR que viajará a Fortaleza para o congresso será composta pelos delegados (as) professora Emanuelle Félix (CFP), Talita Lopes Honorato (CCAAB), Juliano Campos (CETEC), David Romão Teixeira (CFP), e como suplentes observadores a professora Fernanda Braga Dias (CFP), Renata Correia Gomes (CECULT), Heleni Ávila (CAHL), Leila Longo (CCAAB) e Arlen Beltrão (CFP). Moção de pesar Os docentes aprovaram uma moção de pesar pela morte de Luiz Alberto. Ingerência A assembleia discutiu o movimento de ingerência realizado pela diretoria da APUB sobre a UFRB. O debate consistiu na busca de reuniões entre a diretoria do sindicato e a APUR a fim de desenvolver ações para conter este problema.  Balanço financeiro e atividades de 2023 Por fim, um relatório do balanço de contas e de atividades realizadas foi apresentado relacionando o conjunto de ações, mobilizações e melhorias na estrutura sindical, desenvolvidas em 2023. O documento foi aprovado por unanimidade. Encaminhamentos

Governo Federal não dará reajuste salarial aos/às docentes em 2024A mobilização é a saída!

Nesta segunda-feira, 18, aconteceu a última reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) de 2023 que discute a recomposição salarial para o funcionalismo público federal. Esta foi a sexta rodada de conversas e reuniu entidades sindicais e representantes do governo federal. Em síntese, alegando falta de recursos financeiros, o governo não propôs um reajuste salarial para 2024, mas aumentos no auxílio-alimentação, no auxílio pré-escolar e no auxílio-saúde suplementar. Ainda conforme a proposta, fica prometido que os anos de 2025 e 2026 terão dois reajustes salariais de 4,5% cada, perfazendo um total de 9%. O documento foi encaminhado às representações sindicais, que farão os debates nas bases e, sem seguida, responderão ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Confira abaixo as possíveis mudanças nos auxílios em 2024: Insatisfação O ANDES – Sindicato Nacional avalia que a proposta do governo federal é “desrespeitosa” e “entrega apenas penduricalhos para 2024”. De acordo com Lucia Lopes, 3ª Vice-presidenta do ANDES e integrante da bancada sindical, o projeto cria uma distinção entre servidores ativos e aposentados. “Esta é uma proposta que joga no lixo a equiparação entre servidoras e servidores ativos e aposentados. É desrespeitosa porque o governo oferece 9% de reajuste em duas parcelas, uma que seria paga a partir de maio de 2025 e a segunda, em maio de 2026, deixando como zero, o ano de 2024. Então isso mostra que essa proposta é insatisfatória, inaceitável”, avalia a dirigente. Posicionamento da APUR A APUR entende que, embora o aumento dos auxílios pode ser visto como um avanço, a proposta de reajuste salarial ainda não cobre as perdas inflacionárias que os servidores enfrentam. “A última mesa de negociação com o governo federal frustrou as expectativas da categoria que vêm acumulando perdas inflacionárias nos salários há algum tempo. É verdade que pode ser considerada positiva a proposição de aumentar os auxílios-alimentação, pré-escolar e saúde suplementar que estão há bastante tempo, especialmente estes dois últimos sem nenhum tipo de atualização. Entretanto, é preciso dizer que ainda está distante da equiparação com os demais poderes. Contudo, o que é mais grave é a não apresentação de um reajuste para 2024, o que significa na prática o congelamento dos nossos salários. O governo apresentou uma proposta de 4,5% para 2025 e 4,5% para 2026, o que também está distante das nossas indicações.”, disse o presidente da APUR, prof. Arlen Beltrão. Saída política Para continuarmos avançando na campanha salarial é imprescindível ampliarmos a mobilização. Para isso, convocamos nossos filiados, em conjunto com os demais servidores federais, para iniciarmos 2024 discutindo questões referentes à carreira, condições de trabalho e remuneração. Estas ações contribuirão para pressionar o governo a conceder nossos direitos.