APUR

APUR convida filiados/as para café da manhã em comemoração aos 17 anos do sindicato

  A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizará um café da manhã em comemoração aos 17 anos da seção sindical, na próxima terça-feira, 21. O evento ocorrerá às 9h30, na sede da APUR, localizada no campus da UFRB, próxima à rua das Pró-Reitorias, em Cruz das Almas. Abaixo confira um vídeo que ensina o caminho até a sede. CLIQUE AQUI Venha participar e celebrar mais um ano de vida do nosso sindicato!

APUR recebe lançamento do livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA” nesta sexta-feira, 17

A sede da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) será palco do lançamento do livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA”, do professor Alberto Handfas, nesta sexta-feira, 17, às 10h30. O evento contará com apresentação do autor e debate com as professores Celli Taffarel e Leila Longo. Os exemplares disponíveis poderão ser adquiridos no lançamento, bem como em livrarias ou no site da editora (https://shre.ink/SRcp). O livro que será lançado investiga a evolução do ensino superior brasileiro no contexto das batalhas da ciência e educação pública e das ameaças privatistas. Debate teórica e historicamente os dilemas da universidade no quadro das limitações da formação soberana do Brasil como nação. Contribui à reflexão sobre os rumos recentes das políticas governamentais e das respostas do movimento docente, incluindo a Expansão das Federais e as lutas mais recentes por financiamento, condições de trabalho (salariais, carreira, pesquisa) e de estudo. Onde fica a sede da APUR? A nossa sede fica localizada dentro do território da UFRB, perto dos prédios das Pró-Reitorias, na Rua Rui Barbosa, 710, em Cruz das Almas. No nosso feed do Instagram, há um vídeo de localização em que ensinamos como chegar lá. Assista!

APUR comemora 17 anos nesta segunda-feira, 13

Hoje é dia de festa!🥳 Nesta segunda-feira, 13, a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) completa 17 anos. A APUR surgiu em 13 de outubro de 2008 e de lá para cá contribuímos significativamente em defesa dos interesses da UFRB. São anos de lutas, sonhos, conquistas, lágrimas e união dos/das professores/as universitários/as da federal do Recôncavo. Somos um coletivo, mas nosso povo é plural. Tivemos a honra de contar ao longo da história do nosso quadro de filiados/as com a ação de diversos/as docentes de todo o Brasil e do exterior também. Estes/as educadores/as foram e são de diferentes credos, etnias, identidades sexuais e classes sociais. Guardamos nossas diferenças, nossas próprias inquietações, mas convergimos no ideal da educação pública e de qualidade. Marcamos o Recôncavo e também fomos marcados por ele. Ser parte da APUR é semear um futuro melhor. É acreditar que o Brasil, de passado escravocrata e presente ainda racista, terá suas desigualdades sociais/econômicas superadas através da educação. A APUR é formada de sonhos e também é construtora de realidades. E sobre a concretização dos nossos sonhos, criamos uma breve linha do tempo para enaltecer nossa trajetória nestes 17 anos. Veja abaixo.

Presidente da APUR participa de evento em comemoração ao mês do servidor público e defende mobilização conjunta contra Reforma Administrativa

O presidente da APUR, professor David Romão, representou a seção sindical durante a Mesa de Abertura do Seminário Gestão com Pessoas – Comemoração ao Dia do/a Servidor/a Público. O evento ocorreu em Cruz das Almas, na manhã desta quarta-feira, 8, com intuito de valorizar o servidor/a público e debater questões relacionadas ao dia a dia de trabalho. Em momento de fala concedido aos representantes, o prof. David Romão parabenizou os/as trabalhadores/as públicos e destacou o impacto da coletividade no combate à Reforma Administrativa. De acordo com David, a qualidade reconhecida da UFRB é fruto do empenho de cada colaborador que, mesmo com dificuldades orçamentárias e estruturais, entregam bons resultados. “Esta mesa é um marco importante porque nos provoca a pensar em um novo ciclo. Os 20 anos da UFRB só foram possíveis graças aos esforços de todos nós. Essa construção não foi fácil nem tem sido fácil, mas tem dado muito resultado positivo para nossa população”, disse. Embora tenha discutido os problemas internos da UFRB, David não deixou de mencionar a discussão da Reforma Administrativa que tramita na Câmara dos Deputados. “O Congresso Nacional só tem feito coisas ruins para o povo brasileiros. Depois da PEC da Bandidagem, agora resolveu apresentar um projeto de Reforma Administrativa e no mês do servidor/a público, o qual ataca os serviços públicos. A gente (aqui) discute gestão de pessoas enquanto a Câmara manda um projeto que desestrutura as carreiras e coloca abaixo as nossas conquistas obtidas durante a greve de 2024. […] da mesma forma que enterramos a PEC da Bandidagem, é preciso que a gente se mobilize nesse próximo período e possamos barrar essa Reforma Administrativa”, afirmou.   Marcha Nacional Visando a barrar a Reforma Administrativa, as entidades sindicais, incluindo o ANDES-SN, estão convocando os/as servidores/as para a Marcha Nacional dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa, no próximo dia 29 de outubro, em Brasília, no Distrito Federal. A concentração do encontro ocorrerá às 9h, em frente ao Museu Nacional. Participe e nos ajude a barrar este novo ataque!

Desafios da pós-graduação em Universidades Públicas do REUNI

Prof. Dr. Jorge Cardoso Filho Este texto é um resumo da minha fala na mesa Desafios para o fortalecimento da pós-graduação do CAHL, promovida pela Gestão de Pesquisa do Centro de Artes, Humanidades e Letras. Agradeço à professora Jurema Machado pela oportunidade de participar, assim como ao mediador prof. Franklin de Carvalho, e aos professores Antônio Liberac Pires, Carlos Alberto Costa e da professora Albany Silva, que compuseram a mesa junto comigo. Ações como esta são fundamentais para a construção de soluções estratégicas para a UFRB. É importante destacar o contexto da educação superior no Brasil, antes de qualquer análise mais específica. O Brasil viu um forte movimento político de investimento e valorização da educação durante os dois primeiros governos Lula (2003-2010), quando o REUNI foi implementado e ampliou-se o número de IES públicas no Brasil, sobretudo em cidades fora dos grandes centros econômicos do Sul e Sudeste. A partir daí, no início dos governos Dilma, o cenário de investimento se tornou um cenário de estagnação, sobretudo a partir 2012 e posteriormente, com o golpe parlamentar, em 2016, a estagnação transformou-se em retração, até que, finalmente, durante o governo Bolsonaro (2018-2022) vivemos um cenário de ataque material e simbólico ao ensino superior público, sobretudo com perseguição aos gestores, ataque aos movimentos estudantis e desvalorização da formação de nível superior. Ainda hoje, resquícios desse ataque são feitos na Câmara de Deputados e no Senado, com as bancadas conservadoras e de extrema-direita impedindo que pautas progressistas sejam votadas. Nesse sentido, os desafios para fazer e consolidar a pós-graduação em uma universidade fruto da política REUNI é muito difícil, uma vez que nos orçamentos das mesmas já não há previsão de recursos suficientes na rubrica investimento. É preciso, inicialmente, eleger deputados e senadores que tenham como compromisso a educação e a saúde. Oportunidade que já temos em 2026. Enquanto isso não ocorre, o corpo de servidores das universidades produz alternativas. Destaco três dessas alternativas, a seguir. A primeira delas diz respeito à captação de recursos com parcerias internacionais. Ainda há um conjunto de órgãos e fundações internacionais que oferecem oportunidade de financiamento de pesquisas de pós-graduação, amparado na política de soft power dos países do Norte Global. Evidentemente que essas oportunidades também estão diminuindo, em virtude dos avanços mundiais da extrema direita e da tentativa de manutenção de uma velha ordem mundial, em que o Norte Global continua imperando. O que ocorre aqui é que, os recursos que deveriam estar à disposição das universidades brasileiras, vão ser buscados por cientistas brasileiras no exterior, isso enfraquece a autonomia da pesquisa no território, pois é necessário se adaptar aos interesses que as fundações e órgãos internacionais estabelecem. Uma segunda alternativa estratégica está relacionada às administrações das Instituições de Ensino Superior. Para fomentar e estimular a pós-graduação é preciso investir em infraestrutura, equipamentos e valorização das atividades de coordenação e secretaria dos Programas de Pós-Graduação. Por isso, vincular o corpo de servidores técnicos aos PPGs existentes e oferecer as FCCs – Funções de Coordenação de Curso aos docentes que atuam nas coordenações é essencial. Mas como fazê-lo, se não há novos recursos? Diminuindo as estruturas de núcleos administrativos da universidade (que são atividades meio) e valorizando o ensino, pesquisa e extensão (atividades fins da universidade). A terceira alternativa é a de captação de recursos em agências nacionais de fomento (CAPES, CNPq, FINEP, FAPs estaduais etc). Muitos colegas já fazem isso com regularidade, alguns, inclusive, com muito sucesso. A questão é que os recursos disponíveis nessas agências são insuficientes para a consolidação das atividades de pesquisa, ensino e extensão dos PPG´s – devemos lembrar que assim como as universidades, as agências de fomento à pesquisa também tiveram seus orçamentos diminuídos. Além disso, normalmente esses recursos se limitam às rubricas de capital (equipamentos, bibliografia) e custeio (diárias, passagens e serviços de terceiros), mas não permitem investimento (como construção de novos espaços). Para ter acesso à esse tipo de rubrica, é preciso concorrer em editais grandes, cujos recursos disponibilizados não estejam vinculados ao orçamento das agências de fomento, mas ao chamado FNDCT – Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, como os chamados INCT´s (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia). Nesse sentido, penso que a construção de uma proposta como essa, com eixo de cooperação Sul-Sul, pode ser um caminho importante para consolidação da pós-graduação no CAHL. As redes de pesquisa interdisciplinares e com experiência tanto no território do Recôncavo quanto nas parcerias internacionais, permitem pensar em uma proposição forte o suficiente para concorrer com as propostas de universidades mais tradicionais no cenário nacional. *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.