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Curitiba (PR) sediará o 45º Congresso do ANDES-SN

A cidade de Curitiba (PR) será a sede do 45º Congresso do ANDES-SN. Única candidatura apresentada, a capital foi aprovada, na noite desta sexta-feira (6), por ampla maioria das delegadas e dos delegados presentes no 44º Congresso do Sindicato Nacional, durante a plenária do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. A candidatura foi defendida pela direção da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR- Seção Sindical do ANDES-SN).  Segundo Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da seção sindical, construir o Congresso do ANDES-SN é um desafio coletivo que exige diálogo, consenso e articulação entre diferentes campos políticos da categoria. “A complexidade dos debates e da conjuntura tem crescido. Após muitas discussões, chegamos a um acordo e apresentamos esta proposta. Esse coletivo reúne diferentes campos políticos e mostra que é possível construir consensos de forma coletiva. Depois de anos afastados do debate nacional, recuperamos o sindicato, fruto da última greve. Conquistas recentes, como a nova diretoria do Sindiedutec, também contaram com a participação desse coletivo. Esse conjunto de avanços nos encoraja a seguir juntos no desafio de construir o Congresso”, afirmou. Durante a plenária, também foram aprovadas ratificações, declarações de nulidade e novas alterações regimentais de seções sindicais. As e os docentes ainda se manifestaram favoráveis à manutenção e ampliação de apoios financeiros à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), à Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), ao Casarão da Luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e à Secretaria Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). No âmbito do Fundo Único – Fundo Nacional de Solidariedade, Mobilização e Greve do ANDES-SN, foi autorizada a ordenação de despesas pela diretoria do Sindicato Nacional para garantir o custeio de atividades de mobilização, campanhas, marchas e eventos definidos pelo 44º Congresso como centrais na luta da entidade. Também foi autorizado que o 69º Conad aprecie e delibere sobre os custeios de mobilização e de luta para o segundo semestre de 2026.  A plenária ainda aprovou que as seções sindicais do Setor das Iees, Imes e Ides, que enfrentarem dificuldades financeiras e entrarem em greve em 2026, possam suspender a contribuição para o Fundo Único enquanto durar o movimento paredista. O 44º Congresso também aprovou a prestação de contas do 68º Conad. Ainda durante a plenária, foi reafirmada a deliberação por realizar um Conad extraordinário, para debater possíveis mudanças estruturantes relacionadas às questões organizativas, políticas, administrativas e financeiras do ANDES-SN. Os temas e propostas apresentados no 44º Congresso sobre esse assunto serão discutidos previamente em um seminário preparatório, e o Conad extraordinário ocorrerá em Brasília, em novembro de 2026. “A plenária do Tema 4 apontou para uma discussão muito latente na categoria, que é a necessidade de repensar os espaços organizativos e as questões financeiras do nosso sindicato. A base já vem acumulando esse debate desde 2025, com a realização de um seminário, e chegou ao congresso com algumas propostas. No entanto, a categoria entendeu que é necessário aprofundar essas discussões antes de uma tomada de decisão. Assim, foi aprovado um Conad extraordinário, precedido de um seminário preparatório, no qual a categoria poderá debater novamente todos esses pontos para, depois, levá-los ao Conad e, futuramente, ao congresso que será realizado em Curitiba, organizado pela APUFPR Seção Sindical”, avaliou Letícia Carolina Nascimento, 2ª vice-presidenta do ANDES-SN. “Ficamos muito felizes de encerrar este congresso com a escolha da sede do 45º Congresso e fortalecendo discussões importantes para a categoria”, completou. Também compuseram a mesa desta plenária Aroldo Félix Junior, 1º vice-presidente da Regional Nordeste III; Emanuela Monteiro, 2ª vice-presidenta da Regional Nordeste II; e Herrmann Vinicius Muller, 2º secretário do ANDES-SN. 44º CongressoO 44º Congresso foi realizado de 2 a 6 de março, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Sob organização do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e da Regional Nordeste III do ANDES-SN, o encontro reuniu mais de 640 docentes na capital baiana. Por ANDES-SN

44° Congresso do ANDES-SN: confira guia de informações gerais sobre o evento

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES – SN), o qual a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) constitui base, realizará o 44° Congresso, em Salvador. O evento ocorrerá entre os dias 2 e 6 de março deste ano, no Instituto de Letras e no Pavilhão de Aulas da Federação III Glauber Rocha (PAF III) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e tem como foco a defesa da educação pública, da carreira docente, da conjuntura sindical e do combate à extrema-direita. O tema central desta edição é “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!” e tem como equipe organizadora a Regional Nordeste III do ANDES-SN e da Comissão Organizadora da UFBA. Caderno de Textos No último dia 26 de janeiro, o ANDES-SN divulgou o caderno com os textos de resolução sobre as temáticas das plenárias do Congresso. No total, são 15 textos do Tema I – Conjuntura e Movimento Docente; 11 textos referentes ao Tema II – Planos de Lutas dos Setores; 44 textos do Tema III – Plano Geral de Lutas; e 25 textos do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. Programação e credenciamento Junto ao caderno de textos consta a proposta de programação do 44° Congresso do ANDES-SN, que será votada durante a Plenária de Instalação, na segunda-feira, 2. Além disso, para este primeiro momento, também está prevista a Plenária de Abertura. Ambas ocorrerão entre as 10h30 às 13h. Já o credenciamento poderá ser concluído das 9h às 18h. A terça-feira, 3, será reservada para os grupos mistos dos Temas II e III. Os trabalhos de quarta-feira (4) deverão iniciar com os grupos mistos do Tema IV, das 9h às 13h. Na sequência, das 15h às 19h, está proposta a realização da Plenária do Tema II.  Na quinta-feira (5), devem ocorrer as Plenárias do Tema III – das 9h às 12h e das 14h às 17h – e do Tema IV, das 18h30 às 21h30. O último dia do 44º Congresso (sexta, 6) começará com a continuação da Plenária do Tema IV, das 9 às 12h. A Plenária de Encerramento terá início às 14h, com previsão de término às 16h, podendo ser estendida até às 23h59. Localização O Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia e o Pavilhão de Aulas da Federação III Glauber Rocha (PAF III) estão localizados no Campus Universitário Ondina, na Rua Barão de Jeremoabo, nº 147, e na Av. Adhemar de Barros, s/n°, respectivamente, em Salvador (BA).

APUR participa de reunião da CUT e fortalece luta contra a Reforma Administrativa

O Presidente da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), prof. David Romão, representou a entidade sindical durante a reunião organizativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Recôncavo da Bahia e Vale do Jiquiriçá, em Santo Antônio de Jesus. O encontro ocorreu na última terça-feira, 11. As entidades presentes discutiram pautas e mobilizações futuras. No encontro, o prof. David Romão apontou a necessidade de fortalecer a luta contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso Nacional. Uma agenda conjunta foi construída e, nos próximos dias, as entidades realizarão atividades de mobilização, especialmente, contra a Reforma.

Desafios da pós-graduação em Universidades Públicas do REUNI

Prof. Dr. Jorge Cardoso Filho Este texto é um resumo da minha fala na mesa Desafios para o fortalecimento da pós-graduação do CAHL, promovida pela Gestão de Pesquisa do Centro de Artes, Humanidades e Letras. Agradeço à professora Jurema Machado pela oportunidade de participar, assim como ao mediador prof. Franklin de Carvalho, e aos professores Antônio Liberac Pires, Carlos Alberto Costa e da professora Albany Silva, que compuseram a mesa junto comigo. Ações como esta são fundamentais para a construção de soluções estratégicas para a UFRB. É importante destacar o contexto da educação superior no Brasil, antes de qualquer análise mais específica. O Brasil viu um forte movimento político de investimento e valorização da educação durante os dois primeiros governos Lula (2003-2010), quando o REUNI foi implementado e ampliou-se o número de IES públicas no Brasil, sobretudo em cidades fora dos grandes centros econômicos do Sul e Sudeste. A partir daí, no início dos governos Dilma, o cenário de investimento se tornou um cenário de estagnação, sobretudo a partir 2012 e posteriormente, com o golpe parlamentar, em 2016, a estagnação transformou-se em retração, até que, finalmente, durante o governo Bolsonaro (2018-2022) vivemos um cenário de ataque material e simbólico ao ensino superior público, sobretudo com perseguição aos gestores, ataque aos movimentos estudantis e desvalorização da formação de nível superior. Ainda hoje, resquícios desse ataque são feitos na Câmara de Deputados e no Senado, com as bancadas conservadoras e de extrema-direita impedindo que pautas progressistas sejam votadas. Nesse sentido, os desafios para fazer e consolidar a pós-graduação em uma universidade fruto da política REUNI é muito difícil, uma vez que nos orçamentos das mesmas já não há previsão de recursos suficientes na rubrica investimento. É preciso, inicialmente, eleger deputados e senadores que tenham como compromisso a educação e a saúde. Oportunidade que já temos em 2026. Enquanto isso não ocorre, o corpo de servidores das universidades produz alternativas. Destaco três dessas alternativas, a seguir. A primeira delas diz respeito à captação de recursos com parcerias internacionais. Ainda há um conjunto de órgãos e fundações internacionais que oferecem oportunidade de financiamento de pesquisas de pós-graduação, amparado na política de soft power dos países do Norte Global. Evidentemente que essas oportunidades também estão diminuindo, em virtude dos avanços mundiais da extrema direita e da tentativa de manutenção de uma velha ordem mundial, em que o Norte Global continua imperando. O que ocorre aqui é que, os recursos que deveriam estar à disposição das universidades brasileiras, vão ser buscados por cientistas brasileiras no exterior, isso enfraquece a autonomia da pesquisa no território, pois é necessário se adaptar aos interesses que as fundações e órgãos internacionais estabelecem. Uma segunda alternativa estratégica está relacionada às administrações das Instituições de Ensino Superior. Para fomentar e estimular a pós-graduação é preciso investir em infraestrutura, equipamentos e valorização das atividades de coordenação e secretaria dos Programas de Pós-Graduação. Por isso, vincular o corpo de servidores técnicos aos PPGs existentes e oferecer as FCCs – Funções de Coordenação de Curso aos docentes que atuam nas coordenações é essencial. Mas como fazê-lo, se não há novos recursos? Diminuindo as estruturas de núcleos administrativos da universidade (que são atividades meio) e valorizando o ensino, pesquisa e extensão (atividades fins da universidade). A terceira alternativa é a de captação de recursos em agências nacionais de fomento (CAPES, CNPq, FINEP, FAPs estaduais etc). Muitos colegas já fazem isso com regularidade, alguns, inclusive, com muito sucesso. A questão é que os recursos disponíveis nessas agências são insuficientes para a consolidação das atividades de pesquisa, ensino e extensão dos PPG´s – devemos lembrar que assim como as universidades, as agências de fomento à pesquisa também tiveram seus orçamentos diminuídos. Além disso, normalmente esses recursos se limitam às rubricas de capital (equipamentos, bibliografia) e custeio (diárias, passagens e serviços de terceiros), mas não permitem investimento (como construção de novos espaços). Para ter acesso à esse tipo de rubrica, é preciso concorrer em editais grandes, cujos recursos disponibilizados não estejam vinculados ao orçamento das agências de fomento, mas ao chamado FNDCT – Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, como os chamados INCT´s (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia). Nesse sentido, penso que a construção de uma proposta como essa, com eixo de cooperação Sul-Sul, pode ser um caminho importante para consolidação da pós-graduação no CAHL. As redes de pesquisa interdisciplinares e com experiência tanto no território do Recôncavo quanto nas parcerias internacionais, permitem pensar em uma proposição forte o suficiente para concorrer com as propostas de universidades mais tradicionais no cenário nacional. *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.

Barrar a reforma Administrativa será um grande desafio a servidores e servidoras 

Barrar a reforma Administrativa será um grande desafio a servidores e servidoras e demandará muita mobilização e luta. Essa é a avaliação de Cláudio Mendonça, presidente do ANDES-SN, após atividade na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (3), na qual esteve presente junto com o 1º vice-presidente da Regional Nordeste III, Aroldo Félix de Azevedo. O tema foi debatido em sessão da Comissão Geral, no Plenário da Câmara. Durante a reunião, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou a prioridade de aprovar a reforma Administrativa ainda neste semestre. Segundo Motta, o Parlamento busca um entendimento para modernizar a administração pública, para que esteja a serviço da população, com agilidade, eficiência e transparência. A proposta de reforma Administrativa está sendo discutida por um grupo de trabalho (GT) formado por 18 deputados, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Durante a sessão na Câmara, Pedro Paulo apresentou pontos do relatório que ainda será apresentado pelo GT.  Em sua fala, focou no combate aos “supersalários” e na “modernização” dos serviços públicos através da digitalização e plataformização do trabalho. Ainda de acordo com o parlamentar, outros temas que devem ser abordados incluem avaliação de desempenho, bônus por resultado, revisão de vínculos empregatícios e combate a privilégios. “Quando o deputado Pedro Paulo apresentou pontos da reforma administrativa, nos soou como um reforço daquilo que nós já compreendemos, de que está se construindo um conjunto de ataques ao serviço público. E a tarefa do ANDES-SN, dentro do Fonasefe, é reforçar o entendimento de que a luta contra a reforma Administrativa tem que ter uma centralidade, pois não é somente um ataque ao funcionalismo público, é um ataque a uma concepção de Estado, a uma concepção que permite um serviço público de atendimento universal, ao qual toda a população trabalhadora possa ter acesso”, afirmou o presidente do ANDES-SN. Conforme Mendonça, a reforma Administrativa é um elemento que também vai precarizar as condições de professores e professoras, gerando um processo de instabilidade no trabalho, de descontinuidade no ensino, pesquisa e extensão e, sobretudo, reforçar uma lógica clientelista que, historicamente, os movimentos sociais e sindicais, com muita coragem e muita humildade, enfrentaram ao longo da história do país.  O presidente do ANDES-SN ressaltou ainda a tentativa, tanto do deputado Pedro Paulo quanto de outros apoiadores da reforma, de insistir no argumento dos supersalários, como se isso fosse uma realidade do funcionalismo público. “Aquilo que eles definem como supersalário é algo que não representa nem 0,5% do funcionalismo público. De forma proposital, não informam que boa parte do funcionalismo público, seja na esfera municipal, estadual, distrital ou federal, não ganha nem 5 mil reais”, afirmou. O docente reforçou a necessidade de intensificar urgentemente a mobilização, pois há movimentação, tanto do governo federal quando da Câmara, para avançar na aprovação de uma reforma que pode representar um grande ataque aos serviços utilizados pela classe trabalhadora.  “Não ficou muito explícito para as entidades ali presentes qual vai ser a tática que o Pedro Paulo vai adotar para avançar no projeto de reforma Administrativa. Isso exige de nós, inclusive, essa mobilização e unidade, mas também esse contato mais direto com os parlamentares que são nossos aliados para que possam nos alimentar dessas informações, para que possamos nos preparar para enfrentar à altura esses ataques”, concluiu Mendonça. Análise preliminarO Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN divulgou uma análise preliminar das discussões já publicizadas no âmbito do GT da reforma Administrativa.  Dentre os impactos prováveis apontados no documento estão o desmonte dos regimes estatutários, a vulnerabilização da estabilidade, o achatamento das malhas salariais, a introdução de metas e bonificações com a intensificação do trabalho, retrocessos nas carreiras, que terão consequentes impactos na saúde das servidoras e dos servidores e na qualidade dos serviços prestados à população. Confira aqui a análise. Em reunião nos dias 29 e 30 de agosto, o Setor das Ifes aprovou um calendário de lutas para intensificar a mobilização contra a reforma Administrativa.  Agenda de mobilização08 a 12/09 – Comissão Nacional de Mobilização (CNM) convocada para Brasília10 e 11/09 – Paralisação contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento integral do Acordo nº 10/202411/09 – Audiência Pública na Câmara dos Deputados22 a 27/09 – Jornada Nacional de Lutas contra a Reforma Administrativa (com indicativo de construção de caravanas à Brasília). Fonte: ANDES-SN