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‘Mais Verbas’: conheça o painel do ANDES-SN que permite monitorar financiamento das universidades públicas

O ANDES-SN lançou a plataforma interativa Painel Mais Verbas, na última sexta-feira, 22. O site permite o acompanhamento detalhado dos dados de financiamento das instituições públicas do ensino superior no Brasil. Os dados orçamentários de instituições federais e estaduais podem ser encontrados na ferramenta, oferecendo um panorama nacional e informações específicas por universidade. O endereço para consulta é: http://maisverbas.andes.org.br. O painel foi desenvolvido para consolidar informações sobre a execução orçamentária, permitindo que usuários e usuárias explorem séries históricas, comparem indicadores entre estados e visualizem gráficos que apontam tendências de crescimento ou redução de recursos ao longo do tempo. Além da visualização interativa, o sistema disponibiliza relatórios detalhados para download, com o objetivo de apoiar pesquisas, debates e atividades sindicais em defesa da educação pública. Cenário preocupante A base de dados do painel e os relatórios associados trazem um diagnóstico preocupante sobre o financiamento das Instituições Federais (Ifes) e Estaduais (Iees) de Ensino Superior. No caso das universidades federais, os dados mostram que, após um período de expansão entre 2007 e 2014, houve uma inflexão a partir de 2015 com a transição para um regime de restrição fiscal e compressão de gastos, marcada por incertezas devido a bloqueios orçamentários. Já nas instituições estaduais, o estudo identifica o chamado “hiato da promessa política”, onde os valores efetivamente executados são sistematicamente inferiores aos autorizados, prejudicando especialmente os investimentos e o custeio das universidades. Com reproduções de trechos de matéria publicada do ANDES-SN

Curitiba (PR) sediará o 45º Congresso do ANDES-SN

A cidade de Curitiba (PR) será a sede do 45º Congresso do ANDES-SN. Única candidatura apresentada, a capital foi aprovada, na noite desta sexta-feira (6), por ampla maioria das delegadas e dos delegados presentes no 44º Congresso do Sindicato Nacional, durante a plenária do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. A candidatura foi defendida pela direção da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR- Seção Sindical do ANDES-SN).  Segundo Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da seção sindical, construir o Congresso do ANDES-SN é um desafio coletivo que exige diálogo, consenso e articulação entre diferentes campos políticos da categoria. “A complexidade dos debates e da conjuntura tem crescido. Após muitas discussões, chegamos a um acordo e apresentamos esta proposta. Esse coletivo reúne diferentes campos políticos e mostra que é possível construir consensos de forma coletiva. Depois de anos afastados do debate nacional, recuperamos o sindicato, fruto da última greve. Conquistas recentes, como a nova diretoria do Sindiedutec, também contaram com a participação desse coletivo. Esse conjunto de avanços nos encoraja a seguir juntos no desafio de construir o Congresso”, afirmou. Durante a plenária, também foram aprovadas ratificações, declarações de nulidade e novas alterações regimentais de seções sindicais. As e os docentes ainda se manifestaram favoráveis à manutenção e ampliação de apoios financeiros à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), à Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), ao Casarão da Luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e à Secretaria Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). No âmbito do Fundo Único – Fundo Nacional de Solidariedade, Mobilização e Greve do ANDES-SN, foi autorizada a ordenação de despesas pela diretoria do Sindicato Nacional para garantir o custeio de atividades de mobilização, campanhas, marchas e eventos definidos pelo 44º Congresso como centrais na luta da entidade. Também foi autorizado que o 69º Conad aprecie e delibere sobre os custeios de mobilização e de luta para o segundo semestre de 2026.  A plenária ainda aprovou que as seções sindicais do Setor das Iees, Imes e Ides, que enfrentarem dificuldades financeiras e entrarem em greve em 2026, possam suspender a contribuição para o Fundo Único enquanto durar o movimento paredista. O 44º Congresso também aprovou a prestação de contas do 68º Conad. Ainda durante a plenária, foi reafirmada a deliberação por realizar um Conad extraordinário, para debater possíveis mudanças estruturantes relacionadas às questões organizativas, políticas, administrativas e financeiras do ANDES-SN. Os temas e propostas apresentados no 44º Congresso sobre esse assunto serão discutidos previamente em um seminário preparatório, e o Conad extraordinário ocorrerá em Brasília, em novembro de 2026. “A plenária do Tema 4 apontou para uma discussão muito latente na categoria, que é a necessidade de repensar os espaços organizativos e as questões financeiras do nosso sindicato. A base já vem acumulando esse debate desde 2025, com a realização de um seminário, e chegou ao congresso com algumas propostas. No entanto, a categoria entendeu que é necessário aprofundar essas discussões antes de uma tomada de decisão. Assim, foi aprovado um Conad extraordinário, precedido de um seminário preparatório, no qual a categoria poderá debater novamente todos esses pontos para, depois, levá-los ao Conad e, futuramente, ao congresso que será realizado em Curitiba, organizado pela APUFPR Seção Sindical”, avaliou Letícia Carolina Nascimento, 2ª vice-presidenta do ANDES-SN. “Ficamos muito felizes de encerrar este congresso com a escolha da sede do 45º Congresso e fortalecendo discussões importantes para a categoria”, completou. Também compuseram a mesa desta plenária Aroldo Félix Junior, 1º vice-presidente da Regional Nordeste III; Emanuela Monteiro, 2ª vice-presidenta da Regional Nordeste II; e Herrmann Vinicius Muller, 2º secretário do ANDES-SN. 44º CongressoO 44º Congresso foi realizado de 2 a 6 de março, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Sob organização do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e da Regional Nordeste III do ANDES-SN, o encontro reuniu mais de 640 docentes na capital baiana. Por ANDES-SN

44° Congresso do ANDES-SN: confira guia de informações gerais sobre o evento

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES – SN), o qual a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) constitui base, realizará o 44° Congresso, em Salvador. O evento ocorrerá entre os dias 2 e 6 de março deste ano, no Instituto de Letras e no Pavilhão de Aulas da Federação III Glauber Rocha (PAF III) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e tem como foco a defesa da educação pública, da carreira docente, da conjuntura sindical e do combate à extrema-direita. O tema central desta edição é “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!” e tem como equipe organizadora a Regional Nordeste III do ANDES-SN e da Comissão Organizadora da UFBA. Caderno de Textos No último dia 26 de janeiro, o ANDES-SN divulgou o caderno com os textos de resolução sobre as temáticas das plenárias do Congresso. No total, são 15 textos do Tema I – Conjuntura e Movimento Docente; 11 textos referentes ao Tema II – Planos de Lutas dos Setores; 44 textos do Tema III – Plano Geral de Lutas; e 25 textos do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. Programação e credenciamento Junto ao caderno de textos consta a proposta de programação do 44° Congresso do ANDES-SN, que será votada durante a Plenária de Instalação, na segunda-feira, 2. Além disso, para este primeiro momento, também está prevista a Plenária de Abertura. Ambas ocorrerão entre as 10h30 às 13h. Já o credenciamento poderá ser concluído das 9h às 18h. A terça-feira, 3, será reservada para os grupos mistos dos Temas II e III. Os trabalhos de quarta-feira (4) deverão iniciar com os grupos mistos do Tema IV, das 9h às 13h. Na sequência, das 15h às 19h, está proposta a realização da Plenária do Tema II.  Na quinta-feira (5), devem ocorrer as Plenárias do Tema III – das 9h às 12h e das 14h às 17h – e do Tema IV, das 18h30 às 21h30. O último dia do 44º Congresso (sexta, 6) começará com a continuação da Plenária do Tema IV, das 9 às 12h. A Plenária de Encerramento terá início às 14h, com previsão de término às 16h, podendo ser estendida até às 23h59. Localização O Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia e o Pavilhão de Aulas da Federação III Glauber Rocha (PAF III) estão localizados no Campus Universitário Ondina, na Rua Barão de Jeremoabo, nº 147, e na Av. Adhemar de Barros, s/n°, respectivamente, em Salvador (BA).

APUR participa de reunião da CUT e fortalece luta contra a Reforma Administrativa

O Presidente da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), prof. David Romão, representou a entidade sindical durante a reunião organizativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Recôncavo da Bahia e Vale do Jiquiriçá, em Santo Antônio de Jesus. O encontro ocorreu na última terça-feira, 11. As entidades presentes discutiram pautas e mobilizações futuras. No encontro, o prof. David Romão apontou a necessidade de fortalecer a luta contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso Nacional. Uma agenda conjunta foi construída e, nos próximos dias, as entidades realizarão atividades de mobilização, especialmente, contra a Reforma.

Desafios da pós-graduação em Universidades Públicas do REUNI

Prof. Dr. Jorge Cardoso Filho Este texto é um resumo da minha fala na mesa Desafios para o fortalecimento da pós-graduação do CAHL, promovida pela Gestão de Pesquisa do Centro de Artes, Humanidades e Letras. Agradeço à professora Jurema Machado pela oportunidade de participar, assim como ao mediador prof. Franklin de Carvalho, e aos professores Antônio Liberac Pires, Carlos Alberto Costa e da professora Albany Silva, que compuseram a mesa junto comigo. Ações como esta são fundamentais para a construção de soluções estratégicas para a UFRB. É importante destacar o contexto da educação superior no Brasil, antes de qualquer análise mais específica. O Brasil viu um forte movimento político de investimento e valorização da educação durante os dois primeiros governos Lula (2003-2010), quando o REUNI foi implementado e ampliou-se o número de IES públicas no Brasil, sobretudo em cidades fora dos grandes centros econômicos do Sul e Sudeste. A partir daí, no início dos governos Dilma, o cenário de investimento se tornou um cenário de estagnação, sobretudo a partir 2012 e posteriormente, com o golpe parlamentar, em 2016, a estagnação transformou-se em retração, até que, finalmente, durante o governo Bolsonaro (2018-2022) vivemos um cenário de ataque material e simbólico ao ensino superior público, sobretudo com perseguição aos gestores, ataque aos movimentos estudantis e desvalorização da formação de nível superior. Ainda hoje, resquícios desse ataque são feitos na Câmara de Deputados e no Senado, com as bancadas conservadoras e de extrema-direita impedindo que pautas progressistas sejam votadas. Nesse sentido, os desafios para fazer e consolidar a pós-graduação em uma universidade fruto da política REUNI é muito difícil, uma vez que nos orçamentos das mesmas já não há previsão de recursos suficientes na rubrica investimento. É preciso, inicialmente, eleger deputados e senadores que tenham como compromisso a educação e a saúde. Oportunidade que já temos em 2026. Enquanto isso não ocorre, o corpo de servidores das universidades produz alternativas. Destaco três dessas alternativas, a seguir. A primeira delas diz respeito à captação de recursos com parcerias internacionais. Ainda há um conjunto de órgãos e fundações internacionais que oferecem oportunidade de financiamento de pesquisas de pós-graduação, amparado na política de soft power dos países do Norte Global. Evidentemente que essas oportunidades também estão diminuindo, em virtude dos avanços mundiais da extrema direita e da tentativa de manutenção de uma velha ordem mundial, em que o Norte Global continua imperando. O que ocorre aqui é que, os recursos que deveriam estar à disposição das universidades brasileiras, vão ser buscados por cientistas brasileiras no exterior, isso enfraquece a autonomia da pesquisa no território, pois é necessário se adaptar aos interesses que as fundações e órgãos internacionais estabelecem. Uma segunda alternativa estratégica está relacionada às administrações das Instituições de Ensino Superior. Para fomentar e estimular a pós-graduação é preciso investir em infraestrutura, equipamentos e valorização das atividades de coordenação e secretaria dos Programas de Pós-Graduação. Por isso, vincular o corpo de servidores técnicos aos PPGs existentes e oferecer as FCCs – Funções de Coordenação de Curso aos docentes que atuam nas coordenações é essencial. Mas como fazê-lo, se não há novos recursos? Diminuindo as estruturas de núcleos administrativos da universidade (que são atividades meio) e valorizando o ensino, pesquisa e extensão (atividades fins da universidade). A terceira alternativa é a de captação de recursos em agências nacionais de fomento (CAPES, CNPq, FINEP, FAPs estaduais etc). Muitos colegas já fazem isso com regularidade, alguns, inclusive, com muito sucesso. A questão é que os recursos disponíveis nessas agências são insuficientes para a consolidação das atividades de pesquisa, ensino e extensão dos PPG´s – devemos lembrar que assim como as universidades, as agências de fomento à pesquisa também tiveram seus orçamentos diminuídos. Além disso, normalmente esses recursos se limitam às rubricas de capital (equipamentos, bibliografia) e custeio (diárias, passagens e serviços de terceiros), mas não permitem investimento (como construção de novos espaços). Para ter acesso à esse tipo de rubrica, é preciso concorrer em editais grandes, cujos recursos disponibilizados não estejam vinculados ao orçamento das agências de fomento, mas ao chamado FNDCT – Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, como os chamados INCT´s (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia). Nesse sentido, penso que a construção de uma proposta como essa, com eixo de cooperação Sul-Sul, pode ser um caminho importante para consolidação da pós-graduação no CAHL. As redes de pesquisa interdisciplinares e com experiência tanto no território do Recôncavo quanto nas parcerias internacionais, permitem pensar em uma proposição forte o suficiente para concorrer com as propostas de universidades mais tradicionais no cenário nacional. *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.